De acordo com os registros, os três pracinhas integravam uma
patrulha do 11º RI de São João del Rey que teve como esforço principal o
combate em montanhas com densos campos de minas e sob o fogo cerrado das
metralhadoras alemãs. Em Montese, a tenacidade, o ardor combativo e as
qualidades morais e profissionais dos brasileiros foram demonstradas em seu
raro espírito ofensivo, sob os fogos da Infantaria e Artilharia do Inimigo,
transpondo caminhos desenfiados, neutralizando campos minados, assegurando e
posteriormente, para a Divisão Brasileira, a posse definitiva dessa importante
posição alemã dentro do contexto da Guerra. Em uma dessas incursões, os
pracinhas mineiros se viram frente a frente com uma companhia alemã composta de
aproximadamente 100 homens. Era 14 de abril de 1945. Eles receberam ordens para
se render, mas continuaram em combate até ficarem sem munição e serem mortos.
O detalhe é que, em vez da vala comum, mereceram as honras
especiais do Exército alemão. Admirado com a coragem e resistência do trio, o
comandante nazista mandou enterrá-los e colocar, sobre a cova, uma cruz e placa
com a inscrição: “Drei Brasilianische Helden” ou “Três Heróis Brasileiros”.
Terminada a guerra, seus restos mortais foram trasladados para o Cemitério de
Pistoia, na Itália, e depois para o Monumento aos Pracinhas, no Aterro do
Flamengo, Rio de Janeiro/RJ, (foto). Mereceram as condecorações Medalha de
Campanha (participação na guerra), de Sangue do Brasil (quando há ferimento) e
Cruz de Combate (feitos de destaque).